Mas é um sentido sem sentido... É qualquer coisa que não sei explicar.
Sei que te amo. Sei que te amo só a ti. Que o brilho desse olhar me ajuda a cada dia, de uma forma doentia ou não, a ver um mundo melhor. Ao mesmo tempo que sinto que esse sorriso não me deixa ir embora, nem quer que vás embora... Mas também não te tem por completo. Nem tu me tens a mim.
No fundo, somos tudo e nada. Porque o tudo não funciona, e o nada é tão pouco para o tanto que temos. No fundo, nem quero rótulos. Ou se calhar não quero nada. Acho que não sei o que quero, e por isso deixo-te partir. Todos os dias... E todos os dias receio que não voltes. Por muito que saiba que de alguma maneira hás-de sempre estar. Mesmo que não seja como no ponto de partida desta nossa história. Talvez fiques de uma maneira mais saudável e melhor. Talvez não... Provavelmente sim.
É assim que passo as minhas horas. A questionar-me, ou a fingir que não tenho questões e que está tudo bem. A segunda hipótese seria a mais simples e mais sensata, mas nem sempre a mais eficaz. Porque quero ver-te, ouvir-te, abraçar-te. Quero contar-te como foi o meu dia, como me sinto, o que penso. E ao mesmo tempo quero libertar-me, e deixar-te ser feliz.
E as horas passam... E eu estou aqui, no mesmo lugar, com o mesmo sentimento do primeiro dia em que te tive. Muita coisa mudou, mas eu continuo igual. Simplesmente há coisas que preferia não conhecer, há histórias que podiam nunca ter existido, e são essas mesmas histórias que não me deixam partir nem ficar. Num sonho que é meu, teu, e de tudo o que por nós passou. E a cada segundo vivo numa inconstante avalanche de dúvidas e certezas daquilo que quero e não quero para mim, e, no final, continuo naquela praia, sentada, sozinha, tendo uma única certeza: Se te vir passar, vou querer abraçar-te, sorrir para ti, e saber que te sentas ao meu lado o resto das nossas vidas. Nem que seja para uma simples conversa. Como a que recordo do primeiro dia das nossas vidas.
Sem comentários:
Enviar um comentário